DETUR E ICMBIO TRABALHAM PARA MELHOR ESTRUTURAR FLONA DE CARAJÁS PARA O TURISMO

publicado: 29/08/2017 18h42

Técnicos do Departamento de Turismo (Detur) de Parauapebas e do Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio) estiveram no Parque Nacional Chapada das Mesas, no município de Carolina (MA), para conhecer a estrutura turística empregada naquela unidade de conservação que possa ser usada também na Floresta Nacional de Carajás.

Impulsionar o turismo em Parauapebas se transformou numa das principais metas da prefeitura, que está convencida do enorme potencial da região, especialmente da Flona de Carajás, onde 1,3 mil cavernas já foram catalogadas e que é a segunda maior unidade de observação de aves do Brasil. São mais de 500 espécies encontradas na área.

É na Flona de Carajás, com 1,2 milhão de hectares, que se encontra a maior mina de minério a céu aberto do planeta, o que invariavelmente fascina os turistas assim como as cachoeiras, lagoas, trilhas ecológicas, as águas termais e tantos outros atrativos naturais, além do parque zoobotânico. Por se encontrar numa região ferruginosa, a floresta apresenta uma vegetação específica, a canga, um desafio para os pesquisadores.

Desde 2012, a Floresta de Carajás está entre as unidades de preservação mais visitadas do Brasil. Contudo, as estatísticas não definem um dado considerado muito importante: quantos visitantes são turistas e quantos tão somente vão para o centro urbano que fica dentro da área, onde residem trabalhadores da mineradora Vale.

A Prefeitura de Parauapebas vai agora buscar esse levantamento e trabalhar para melhorar a estrutura da Flona a fim de atrair o maior número de turistas. Em Carolina, a equipe teve apenas um dia e meio para percorrer vários locais, sempre acompanhada pelo chefe do Parque Nacional Chapada das Mesas, Deijacy Silva Rego.

A vereadora Joelma Leite (PSD) acompanhou a equipe no primeiro dia, representando a Comissão de Turismo da Câmara Municipal de Parauapebas e assegurou que vai apoiar as políticas públicas para o setor.

Os técnicos observaram pontes, passarelas, entre outros equipamentos turísticos. Avaliaram o método de segurança para os turistas, estradas para as cachoeiras – para a grande maioria o acesso só é possível com veículo que tenha tração nas quatro rodas – e buscaram informação sobre o trabalho das agências e dos guias turísticos.

Para o coordenador de Turismo de Parauapebas, o Marcos Alexandre dos Santos, com a visita foi possível conhecer toda a infraestrutura necessária para aplicação na Flona de Carajás. “Estamos mais do que convencidos que é possível realizarmos esse trabalho em nosso município, junto à iniciativa privada e aos parceiros ICMBio, cooperativas, Senac e trade turístico local”, avaliou ele.

“Esse intercâmbio nos proporcionou uma clareza no que diz respeito a estruturas de segurança e lazer, que temos previsões para implantações em Carajás já que o ambiente de cachoeiras e pedrais é semelhante ao de águas claras”, comparou Nívea Silva, coordenadora do Departamento de Uso Público Municipal do ICMBio.

REUNIÃO COM SECRETÁRIO

Em Carolina, a equipe ainda se reuniu com o secretário municipal de Turismo, Leonardus Borges, para obter informações sobre os programas para a melhoria do turismo na região e para incentivar as empresas a investir no setor, sempre de forma sustentável.

As melhores empresas de transporte, por exemplo, recebem um selo e as empresas, com melhor gestão de prática de turismo, são divulgadas amplamente em site e revistas produzidas pela prefeitura, que por sua vez tem promovido cursos para a área de turismo, cada vez mais procurados. A prefeitura também criou um “banco de oportunidade”, para quem procura emprego no setor.

“O turismo é uma atividade comercial que quando trabalhada de forma certa e sustentável tem um efeito multiplicador formidável porque existe um leque de empresas extremamente abrangentes. Então o turismo gera divisas, e a Flona de Carajás está no caminho certinho”, considerou Leonardus Borges ao elogiar a iniciativa do Detur em trocar experiências.

EXEMPLO TURÍSTICO

Localizada no cerrado e com 160.046 mil hectares, o Parque Nacional Chapada das Mesas recebe pelo menos 80 mil turistas, por ano, tanto que em 2014 o número de leitos dos hotéis saltou de 639 para 1.583. Tudo por causa do ecoturismo e do turismo de aventura e de lazer em meio a uma região cheia de fascínio e encantos, com formações rochosas curiosas datadas de milênios de anos, 89 cachoeiras de diversos tamanhos e mais de 400 nascentes. Um prato cheio para quem também é adepto de trilhas ecológicas.

Na cachoeira de São Romão, com mais de dez metros de altura, e na cachoeira da Prata pode-se praticar rapel e canionismo. Ou simplesmente relaxar nas águas mornas e cristalinas. O camping é opção para quem deseja permanecer mais de um dia nesses e outros pontos turísticos da chapada, que são propriedades particulares abertas ao público, cuja entrada custa em média R$ 15.

Já não é o caso do Complexo de Pedra Caída, um investimento de R$ 50 milhões da iniciativa privada, com apartamentos, chalés e uma estrutura gigantesca para que o turista conheça belas cachoeiras, como a do Santuário com 46 metros de altura. Para chegar até lá é preciso andar 600 metros sobre rampas e passarelas suspensas, uma delas com 56 metros de altura, que remete a um filme bem conhecido: Indiana Jones.

Em Pedra Caída, encontram-se a tirolesa mais alta da América Latina, com 392 metros de altura, e uma pirâmide com 14 metros de altura por 14 metros de base e que tem sido uma das grandes atrações. Ali, os turistas encontram terapeutas que fazem massagem e reiki, técnica japonesa cada vez mais procurada para o combate ao estresse.

Diante do que conheceram em Carolina, o Detur e o ICMBio estão certos de que Parauapebas pode se transformar num dos maiores pontos turísticos do Pará. Mas conforme observou o titular do Detur, Marcos Alexandre dos Santos, “esse é um trabalho que nos exige tempo, foco e determinação. Temos um potencial imenso, com a Flona Carajás. E os primeiros passos já estamos dando”.

 

Texto: Hanny Amoras
Fotos: Bruno Cecim
Assessoria de Comunicação – Ascom | PMP

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