Mães atípicas ganham espaço de cuidado durante a 18ª Semana da Pessoa com Deficiência em Parauapebas

Programação no Centro Dia uniu atendimento de saúde, acolhimento e apoio às crianças para facilitar o acesso das mães aos serviços.

publicado: 22/09/2026 12h31


Cuidar de um filho que precisa de atenção especial exige tempo, dedicação e uma rotina intensa. Muitas vezes, as próprias mães acabam deixando os cuidados com a saúde em segundo plano. Foi pensando também nessas mulheres que a programação da 18ª Semana de Luta da Pessoa com Deficiência, realizada nesta terça-feira, 22, no Centro Dia, reservou um momento especial para mães atípicas e mulheres com deficiência.

A ação contou com a presença da Carreta da Mulher, que ofereceu consultas com ginecologista, exames como PCCU e ultrassonografia transvaginal. Além do atendimento de saúde, uma estrutura foi organizada para que as crianças permanecessem em uma sala com o acompanhamento da equipe do Centro Dia enquanto as mães realizavam seus exames.

A iniciativa levou em consideração uma realidade comum entre as mães atípicas: a dificuldade de conciliar os compromissos dos filhos com os próprios cuidados.

“Este ano a gente pensou também nas cuidadoras, porque se faz necessário ter um cuidado para essas mulheres, para essas mães”, explica Núbia Oliveira Pereira, presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CMDPDP).

Segundo ela, o apoio oferecido às crianças durante os atendimentos permite que as mães tenham mais tranquilidade para cuidar da própria saúde.

“É esse olhar que a semana de luta deve ter para a família em geral”, destaca Núbia.

Para Bruna Araújo Braga, mãe atípica e uma das participantes da programação, encontrar tempo para realizar exames pode ser um desafio diante das demandas da família.

“A gente que é mãe atípica fica muito difícil a nossa rotina bater com a rotina de exames. No meu caso, eu tenho um rapazinho autista e aí tem terapia, tem escola”, relata.

Mãe de três crianças, Bruna conta que precisou organizar a rotina para conseguir participar da ação. A possibilidade de contar com um espaço para os filhos durante o atendimento fez diferença.

A usuária Genecilda Cândido da Silva também aproveitou a oportunidade para realizar exames. Ela destacou a importância de iniciativas que ampliam o acesso das mulheres aos serviços de saúde.

“Às vezes a gente não tem condição de fazer uma transvaginal, um PCCU particular, e esse programa da Carreta da Mulher é muito importante para nós mulheres”, afirmou.

Mais do que oferecer exames, a programação mostrou que cuidar da pessoa com deficiência também significa olhar para quem está ao seu lado diariamente.

Texto: Deca Reis

Fotos: Antônio Fernandes

Assessoria de Comunicação PMP/2026