Ação reuniu comunidade e profissionais de saúde e da Secretaria da Mulher em uma programação de conscientização e cuidado integral

O lilás tomou conta do Cras da Vila Paulo Fonteles em um encontro marcado por informação, acolhimento e, principalmente, pelo compromisso de fortalecer a proteção às mulheres. O encerramento da campanha Agosto Lilás reuniu comunidade, profissionais da Saúde, representantes da Secretaria da Mulher e parceiros em uma programação dedicada ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Mais do que marcar o fim de uma campanha, a ação reforçou uma mensagem que precisa permanecer durante todo o ano: nenhuma mulher deve ser vítima de violência e nenhuma deve enfrentar essa realidade sozinha. A programação contou com a participação do Grupo de Capoeira da Comunidade Paulo Fonteles, que levou ao evento uma apresentação representando força, resistência, união e identidade comunitária. A cultura também ganhou espaço como instrumento de transformação social e fortalecimento dos vínculos.
Durante o encontro, o diretor da Atenção Primária em Saúde, Rafael Matos, destacou a importância da atenção básica não apenas na promoção da saúde e prevenção de doenças, mas também na identificação e no acolhimento de situações de violência. A programação também contou com a participação de Dayseanne Vieira, gerente de Cuidado Integral e Promoção da Saúde.
Um dos momentos de maior destaque foi a palestra conduzida pela equipe da Secretaria da Mulher, que trouxe informações sobre os diferentes tipos de violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral, além de orientações sobre prevenção, acolhimento e os caminhos que podem ser buscados pelas mulheres que vivenciam essas situações.
E porque cuidar também é reconstruir, a programação abordou ainda a saúde bucal e apresentou o Programa de Reconstrução Dentária para Mulheres Vítimas de Violência, conduzido pela odontóloga Maria Fabiola. A iniciativa reforça a importância de um atendimento que enxergue a mulher de forma integral, considerando não apenas as marcas emocionais e sociais da violência, mas também suas necessidades de saúde.
O encontro mostrou que combater a violência contra a mulher exige informação, escuta, acolhimento e uma rede preparada para agir. E é justamente essa rede que o Agosto Lilás busca fortalecer.





Texto: Marcelo Duarte
Fotos: Ascom
Assessoria de Comunicação/PMP 2026