Com apoio do Governo Federal e da ONU, município inicia oficinas comunitárias e mapeamento técnico em áreas vulneráveis para ampliar segurança e planejamento urbano em Parauapebas

O município de Parauapebas deu mais um importante passo rumo à construção de uma cidade mais segura, planejada e preparada para enfrentar os impactos causados por alagamentos, deslizamentos e outros eventos climáticos. Em parceria com o Governo Federal e a Organização das Nações Unidas (ONU), a prefeitura iniciou oficialmente as ações do Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), um projeto estratégico que une tecnologia, participação popular e planejamento urbano para identificar áreas vulneráveis e desenvolver soluções que protejam vidas e fortaleçam as comunidades.
Os trabalhos já começaram em Parauapebas com ações técnicas e sociais realizadas pela empresa responsável pela elaboração do plano. Entre as etapas em andamento estão o levantamento aéreo com drones nas áreas previamente identificadas como de risco e a realização de oficinas comunitárias com os moradores das localidades selecionadas.
Ao todo, cinco áreas foram definidas para participação das oficinas, permitindo que a população contribua diretamente com informações importantes sobre histórico de alagamentos, deslizamentos, erosões e outros eventos registrados nos bairros. A participação popular será fundamental para a construção de um diagnóstico mais preciso da realidade vivida pelas famílias.
As primeiras oficinas comunitárias acontecem nesta quarta-feira nos bairros Liberdade I e Liberdade II. Já no início de junho, as atividades seguem para os bairros Novo Brasil, Nova Vitória e demais localidades contempladas pelo projeto.
De acordo com Luciane Gomes, coordenadora de Mobilização Social da empresa Tetra Tech Consultoria, o envolvimento da comunidade é essencial para o sucesso do plano.
“O PMRR é uma ferramenta muito importante para ajudar o município a identificar os principais riscos e construir soluções mais eficientes. As oficinas são espaços de escuta e participação popular, onde os moradores contribuem diretamente com suas experiências e conhecimentos sobre o território”, destacou Luciane.
Para o presidente da Associação dos Moradores dos bairros Liberdade I e II, Claudio Lima, a iniciativa representa um avanço significativo para as comunidades. “A população conhece de perto os problemas enfrentados nos períodos de chuva e poder participar desse processo é muito importante. É uma oportunidade para que nossas demandas sejam ouvidas e consideradas no planejamento da cidade”, afirmou.
O agente da Defesa Civil, Advan Nascimento, ressaltou que o plano contribuirá diretamente para o fortalecimento das ações preventivas no município. “Esse levantamento técnico aliado à participação das comunidades permite um trabalho mais eficiente da Defesa Civil. O objetivo é reduzir riscos, proteger vidas e garantir mais segurança para a população”, explicou.
Além do mapeamento técnico das áreas vulneráveis, o Plano Municipal de Redução de Riscos servirá como base para futuras ações de prevenção, monitoramento e planejamento urbano, fortalecendo a capacidade do município em enfrentar situações de emergência e eventos climáticos extremos.





Texto: Marcelo Duarte
Fotos: Adahilton Araújo
Assessoria de Comunicação/ PMP 2026