Diagnóstico revela prioridades na proteção de crianças e adolescentes em Parauapebas

publicado: 16/03/2026 09h53

Levantamento do Comdcap integra indicadores de diferentes áreas e fortalece planejamento de políticas públicas no município.

Parauapebas passou a contar com um panorama mais amplo sobre a realidade de crianças e adolescentes do município. O Diagnóstico Intersetorial da Política de Atendimento à Criança e ao Adolescente, ano  2025, elaborado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdcap), reúne indicadores, análises e informações estratégicas que devem nortear políticas públicas e fortalecer a rede de proteção social.

O documento foi produzido pela Comissão de Políticas Públicas do Comdcap, com apoio técnico do Observatório da Criança e do Adolescente (Observatório DCA).

A iniciativa tem como objetivo subsidiar o planejamento, o monitoramento e a avaliação das políticas públicas voltadas à garantia de direitos de crianças e adolescentes no município.

Para a elaboração do diagnóstico, foram utilizados dados provenientes de bases oficiais nacionais, estaduais e municipais, como IBGE, DATASUS e INEP, além de informações de órgãos locais que integram o Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGD). O estudo reúne indicadores de áreas como saúde, educação, assistência social e proteção, além de registros e demandas identificadas pelo Conselho Tutelar.

A proposta é integrar essas informações em uma leitura mais ampla da realidade local, permitindo compreender de forma articulada os fatores que impactam o desenvolvimento de crianças e adolescentes.

Segundo o levantamento, Parauapebas possui mais de 32 mil crianças na primeira infância, faixa etária de 0 a 6 anos, que representa cerca de 12% da população municipal. O crescimento populacional acelerado da cidade, impulsionado pela dinâmica econômica da região, tem ampliado a demanda por serviços públicos voltados a esse público.

O diagnóstico também aponta avanços importantes. O município apresenta bons indicadores em áreas como geração de emprego, acesso à energia elétrica, coleta de lixo e infraestrutura urbana. Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para desafios que ainda precisam ser enfrentados, como desigualdades sociais, gravidez na adolescência, que está em vermelho e como insustentável nas ODS, vulnerabilidades educacionais e situações de violência que afetam jovens.

A organização dessas informações em um único documento representa um avanço na gestão pública local. Antes dispersos entre diferentes setores, os dados passam a ser sistematizados, permitindo que gestores e instituições da rede de proteção tenham uma visão mais clara das prioridades e necessidades do município.

Para a presidente do Comdcap, Luciana Barros, o diagnóstico é uma ferramenta importante para orientar ações voltadas à garantia de direitos.

“Esse diagnóstico permite que o município compreenda melhor a realidade das nossas crianças e adolescentes. A partir desses dados, conseguimos planejar políticas públicas mais prioritárias e eficientes, fortalecendo a rede de proteção para quem mais precisa”, destacou.

O trabalho também foi desenvolvido em articulação com a Prefeitura de Parauapebas e a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), que integram o Sistema de Garantia de Direitos e atuam diretamente no atendimento às famílias e no desenvolvimento de políticas sociais.

O diagnóstico está organizado em eixos temáticos e indicadores estratégicos alinhados às diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) e às metodologias de monitoramento utilizadas pelo Selo UNICEF. Isso contribui para o fortalecimento de práticas de gestão pública baseadas em evidências.

Com a publicação do documento, a expectativa é que as informações contribuam para decisões mais estratégicas e para a construção de políticas públicas cada vez mais integradas, garantindo melhores condições de desenvolvimento, proteção e oportunidades para crianças e adolescentes de Parauapebas.

Confira o documento completo:

Reportagem: Ana Freitas

Assessoria de Comunicação/PMP 2026